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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Nem sei quantas sou



Sempre me acho diferente quando na verdade descubro que sou a mesma. E se penso ser a mesma insisto em me metaforizar... Prossigo sendo amor, sendo síntese, sendo dor e lágrima, sendo um dia de sol, sendo sonho, sendo vertigem, sendo linguagem, sendo poesia, sendo vaidade, sendo pensamento, sendo música, sendo arte, sendo verdade, sendo um texto, sendo imagem, sendo momento, sendo eternidade... Estou sempre sendo...

Vejo-me com responsabilidades de adulta mas ainda sinto tudo à minha volta com o coração de menina...
Não gosto muito do óbvio porque não gosto do previsível, mas não há nada mais complexo para mim do que pensar sobre coisas óbvias. São as mais difíceis de serem explicadas...
Não faço sempre o mesmo caminho. Entre o mais prático e o mais bonito, fico com o mais bonito - por mais longo que seja.
Eu sou exagerada na minha simplicidade mas sei ser extravagante nos mínimos detalhes...
Passo uma noite inteira conversando sem dizer uma palavra...
Vejo muitas em mim e me vejo em muitas...
Tenho um encontro comigo mesma na poesia de Vinícius de Moraes. Ele expressa sempre tão bem o que eu queria um dia ter dito, escrito, pensado...
Gosto tanto de tantos livros, mas se só me restasse a Bíblia não precisaria de nenhum outro...
Acreditar em Deus?! Não... Não só isso. Ele é meu Pai e o meu motivo de buscar alegria quando me somem as esperanças. Graças a Ele eu acordo todos os dias sabendo qual é o propósito da minha vida e só por causa d'Ele as coisas fazem sentido para mim.
Eu sou quem não retrocede, quem não vai ficar calada, quem não pode estar em todos os lugares do mundo que gostaria, mas que quer guardar o mundo em mim...

(Written by Karlinha - Todos os Direitos Reservados!)

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