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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011 - Tudo novo de novo!




A REFLEXÃO...
É natural que todo mundo reflita sobre tudo o que viveu durante todo o ano quando chegamos ao fim dele. E eu... Não sou diferente! Então, vamos lá. Vamos colocar na balança mais um período de 365 dias. Como bem falou minha amiga Fernanda, no seu blog (http://fernanda-estivepensando.com), mais um ciclo se fecha para que outro inicie, e ele merece uma retrospectiva... :)



A CONSTATAÇÃO...
O ano de 2010 foi tão atípico para mim, sabe?! Poderia dizer que foi um tempo confuso; que foi muito triste em alguns momentos, mas que foi maravilhoso em outros; que foi bem previsível, mas que também soube ser surpreendente; que foi tempo de feridas, mas que também foi tempo de cura; que foi especial pelos muitos milagres que vi; mas, principalmente, 2010 foi ano de cabeçadas... Caramba! Chega ainda sinto os galos doloridos na minha cabeça. Galos que arrumei porque tomei decisões que não eram das mais sensatas. Nunca insisti tanto para ver dar certo, nunca teimei tanto para não dar o braço a torcer, nunca apostei tanto sem medo de perder, nunca acreditei tanto antes de ver acontecer... Ah! Esse foi o meu ano da teimosia!

O DESESPERO E ALÍVIO...
Mas acreditem, gente! Ao término do ciclo, pude ouvir Deus me dizendo que Ele consertaria as coisas. Ufa! Que alívio... Ele me falou mais ou menos assim: "Sabe aquelas cabeçadas que você deu?, Lembra da teimosia que fez com que você perdesse um tempo precioso e que não volta?, Lembra de como você quis fazer as coisas do seu jeito?" Pois é, filha... Estou fazendo tudo novo de novo.
Como um Rei que estende um cetro de força com a mão direita e, com a esquerda, um cetro de justiça, assim meu Redentor disse que
remiria
o tempo de falhas e precipitações. E com isso vi um barco surgir em meio ao meu mar de escolhas tristes. Vi um porto me oferecendo segurança quando estava prestes a me afogar nas águas das minhas tentativas frustradas...


A RECORDAÇÃO...
Ouvi lá na minha Tribo, quarta-feira, que há decisões que são simples, outras mais complexas e outras que simplesmente marcam a nossa vida - sendo até irreversíveis! Sei lá... Vi de tudo um pouco em 2010! Confundi-me tantas vezes, troquei de caminhos constantemente, tomei decisões simples e errei, assumi responsabilidades complexas e acertei, me paralisei diante de duas estradas sem saber (por um bom tempo) qual tomar, escolhi tomar atitudes que marcaram minha vida para sempre, fui à praia a noite, conheci tantas pessoas novas, experimentei sopa de ervilha (alvo do meu preconceito gastronômico), trabalhei muito, passei um mês desse ano em Israel |o/,
virei professora universitária da universidade onde estudei até ano passado, me apaixonei, fui a Búzios, conversei mais com minhas primas graças ao Nextel (preciso admitir que o rádio aproxima as pessoas... rs), vi minha mãe no CTI e vi Deus tirá-la de lá, entrei para minha mais nova Tribo (Bola de Neve Church ;D), li bons livros, vi meu pai chorar, contestei quando algo me sufocava a garganta, amei muito, fiz dos meus alunos meus amigos e vi que alguns amigos viraram meus alunos...

A ESPERANÇA...
E agora, em 2011 o tempo é de mudança! Tempo de rever conceitos (e quero estar aberta de verdade para isso), é tempo de gratidão a Deus por 2010 mas é tempo de dar menos cabeçadas... Quero ser menos teimosa para não sofrer tanto, quero ser diferente sem deixar que a minha essência se perca, quero tirar carteira de motorista, quero estabilidade profissional, quero viajar mais, quero passar nais tempo com meus amigos, quero ir mais à praia, quero conhecer mais pessoas e acreditar mais nelas, quero ter mais fé, quero fazer mestrado, quero voltar a Israel, quero amar mais ainda, quero mais segurança... Enfim, acho que quero ver tudo novo de novo. Exatamente como Deus disse que faria...
Essa é minha esperança, é o que me ajuda a não desistir...

A MÚSICA...
Tudo Novo de Novo (Paulinho Moska)

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Aquarela (Vinícius de Moraes e Toquinho)



Eu redescobri esta letra que há muito tempo eu não lia por inteira... E não é que valeu reler cada palavra. =D


Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu


Vai voando, contornando
A imensa curva norte-sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar


Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega num muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está


E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá


Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá

Não vale a pena...

Ficou difícil, tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício, ossos do oficio
Pagar pra ver o invisível e depois enxergar
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno

Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados, dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno

Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados, dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena

(Maria Rita)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Rosa Desfolhada



Tento compor o nosso amor
Dentro da tua ausência
Toda a loucura, todo o martírio
De uma paixão imensa
Teu toca-discos, nosso retrato
Um tempo descuidado

Tudo pisado, tudo partido
Tudo no chão jogado
E em cada canto
Teu desencanto
Tua melancolia
Teu triste vulto desesperado
Ante o que eu te dizia
E logo o espanto e logo o insulto
O amor dilacerado
E logo o pranto ante a agonia
Do fato consumado

Silenciosa
Ficou a rosa
No chão despetalada
Que eu com meus dedos tentei a medo
Reconstruir do nada:
O teu perfume, teus doces pêlos
A tua pele amada
Tudo desfeito, tudo perdido
A rosa desfolhada

(((Vinícius de Moraes)))

sábado, 25 de dezembro de 2010

Será que nada é suficiente?



Há muito tempo, quando conversava sobre relacionamentos com a minha amiga Fernanda (olha ela aí de novo! =D), falávamos sobre pessoas que precisam ser conquistadas constantemente através de atitudes infinitas... Não sei se você já pensou sobre isso, mas há pessoas para quem precisamos demonstrar diariamente que podem confiar em nós e que o que sentimos é verdadeiro. Não sei se sou eu que estou em uma fase atipicamente impaciente, mas não consigo achar isso normal, sabe...
É tão desgastante ter que dizer a quase que todo momento algo que transmita confiança. É complicado ver que, por mais que você se esforçe, nenhuma atitude sua é suficiente para conquistar de vez. Você mostra o quanto gosta e o quanto a pessoa pode contar com você e mais uns 10 minutos você já se vê tendo que sinalizar além do que já fez para que a pessoa acredite em você.
Não sei se você é a pessoa que sente a necessidade de ver tais demonstrações a todo momento para ter a convicção de que é importante para alguém, mas se já foi dito isso de alguma forma a você ou se já foi demonstrado de algum jeito, acredite. Não se revele tão inseguro(a). Inseguranças fazem parte de nós, mas pense que o que foi dito ou demonstrado não tem razão de se perder. Quando você cobra, você cansa ao outro e se cansa muito também, pois nem sempre suas expectativas vão ser supridas... E sabe que estar nessa posição não é tão incomum assim e nem é simples também?! Quando você presta atenção em si próprio, se pega agindo semelhante ou exatamente igual. Ai, ai... Você e suas crises! Você e seus medos! Não vigie a si mesmo e logo você está carente a esse ponto! Calma, você pode passar por isso... Há fases da nossa vida nas quais precisamos receber mais amor do que em outras mesmo, mas procure não esperar, sempre de quem está ao seu redor, atos que só servem se for do seu jeito e na hora que você quer.
Se você é a pessoa que tem que "dizer" o quanto podem confiar em você e nos seus sentimentos, tenha paciência (por mais difícil que seja). Tente deixar claro que seu sentimento não mudará, ou que pelo menos não há razão para mudar.
Situações assim não são exclusivas de relacionamentos sentimentais. Não mesmo! Enquanto escrevia, lembrei-me muito de amigos(as) que precisam a todo instante de uma prova de carinho, de que são amados, de que são importantes...
Ultimamente não tenho tido tanta facilidade para lidar com tais necessidades, sabe?! Poxa... Eu sinto e, a menos que algo extremamente grave aconteça para abalar a relação (seja ela qual for), não vai mudar. Vou ser a mesma! Com quem se pode contar, no ombro de quem se pode chorar, a quem se pode abraçar... Sou constante o suficiente para não esquecer as pessoas que amo, para amar com palavras e atos, para dizer que me importo sempre...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Gritando pra não ficar louca, em guerra lutando por paz!



Segunda-feira conversava com minha amiga Fernanda no shopping e contei para ela (com a consciência de uma vitoriosa) o quanto progredi na escala entre os pólos “boazinha -- mazinha”, cujo centro dela é o ponto “equilibrada”! E o ponto central, francamente, é o meu objetivo. Para atingi-lo, vou ter que transitar pelas esferas opostas (então, cuidado comigo!).

Agora que descobri o que é caro para mim, não vou deixar nada barato. Não vou aturar sentimentos pequenos, não preciso mais calar quando eu tiver que falar, não vou agüentar ver Narciso achando feio tudo o que não é espelho... Não quero, não posso e não vou!

Quem me conhece sabe que meu temperamento é fleumático (até demais em alguns momentos), mas chegou a minha vez, chegou a minha hora! Vou praticar a não-violência contra mim mesma todas as vezes que sair o que estiver preso na garganta! Vou me fazer o bem de questionar, de sinalizar o que me incomoda e, me desculpem as pessoas mais próximas de mim, mas estou a ponto de me sufocar se não mantiver a postura que outrora decidi, mas agora assumi...

Estou deixando claro que, vou manifestar minha indignação quando me julgarem as atitudes, quanto duvidarem da minha responsabilidade com o meu trabalho, quando me cobrarem ser social quando eu simplesmente não quiser sair do meu quarto, quando eu não estiver disposta a ver a “hipocrisia do dia”, quando tentarem falar mal do meu Cristo vivo, quando me expuserem pelo simples prazer de expor, quando duvidarem da minha integridade... Estou matando o que me matava! Estou cortando o silêncio ensurdecedor do meu coração que cala – e assume sozinho (ouviram bem? sozinho!) o seu choro intermitente – para não arriscar arranhar relacionamentos (dos mais superficiais aos mais intensos).

Vou dizer “não” quando for necessário (por mais difícil que seja para mim)! O próprio Jesus crescia em GRAÇA e em VERDADE... E agora está mesmo no tempo de eu mesclar à minha GRAÇA boas doses de VERDADE – o que eu não vinha conseguindo fazer, apesar de tentar! Não... Não vou ser grossa sem motivo (com ajuda de Deus), mas vou confrontar quando achar conveniente; não vou ferir com palavras as pessoas que mais amo me apropriando de um suposto direito que me foi dado quando me feriram da mesma forma (o tal direito não é legítimo), mas vou saber colocar limites para guardar meu coração; não vou negociar com o que me faz mal por mais bem que eu faça ao outro; não vou ser egoísta, mas vou pensar mais em mim; não vou ser indiferente a tudo (até porque não consigo), mas vou valorizar só o que merece...

Preparem-se... No mínimo, não vou ficar calada! No mínimo, vou tirar o que me pesa as costas... Mas tudo isso é para chegar ao Equilíbrio! O Equilíbrio que, até que tenhamos domínio próprio por completo, exige que sejamos radicais.

Um "muito obrigada" à minha a amiga Fê, com quem compartilho minhas crises (às vezes comuns às dela)...

Eu creio na alma



Eu creio na alma/ Nau feita para as grandes travessias/ Que vaga em qualquer mar e habita em qualquer porto/ Eu creio na alma imensa/ A alma dos grandes mistérios/ A grande alma que em vão busquei sufocar/ Eu creio na alma eterna/ A alma boa, a alma pura, a alma singela/ A alma que possui o espaço/ A alma que não possui o tempo/ A grande alma sozinha/ Capaz de conter toda a humanidade/ Senhor! Eu creio nela/ Eu creio na minha alma extraordinária/ Ela era como o templo/ Onde os vendilhões mercadejavam/ Ela expulsou os vendilhões, Senhor!/ E os pássaros cantaram. Eu creio na alma grande/ Em busca dum élan que a lance sempre/ Para o eterno movimento/ A alma espelho das águas/ Onde o céu reflete os pássaros que voam/ Eu creio em ti, Senhor/ Porque és a alma que é o céu onde os pássaros voam/ E que se reflete no espelho das águas/ Porque és a grande alma que paira/ Eu creio em mim, Senhor/ Porque sou alma feita à tua semelhante/ Grande alma onipotente/ Que no começo era o nada/ O nada - vazio das almas/ O nada cheio de treva e maldição/ Mas o espírito erguia-se do caos/ E a treva fez-se luz/ A luz cheia de átomos de vida/ A luz - a grande luz que sobe sempre.

(Vinícius de Moraes)

Nem sei quantas sou



Sempre me acho diferente quando na verdade descubro que sou a mesma. E se penso ser a mesma insisto em me metaforizar... Prossigo sendo amor, sendo síntese, sendo dor e lágrima, sendo um dia de sol, sendo sonho, sendo vertigem, sendo linguagem, sendo poesia, sendo vaidade, sendo pensamento, sendo música, sendo arte, sendo verdade, sendo um texto, sendo imagem, sendo momento, sendo eternidade... Estou sempre sendo...

Vejo-me com responsabilidades de adulta mas ainda sinto tudo à minha volta com o coração de menina...
Não gosto muito do óbvio porque não gosto do previsível, mas não há nada mais complexo para mim do que pensar sobre coisas óbvias. São as mais difíceis de serem explicadas...
Não faço sempre o mesmo caminho. Entre o mais prático e o mais bonito, fico com o mais bonito - por mais longo que seja.
Eu sou exagerada na minha simplicidade mas sei ser extravagante nos mínimos detalhes...
Passo uma noite inteira conversando sem dizer uma palavra...
Vejo muitas em mim e me vejo em muitas...
Tenho um encontro comigo mesma na poesia de Vinícius de Moraes. Ele expressa sempre tão bem o que eu queria um dia ter dito, escrito, pensado...
Gosto tanto de tantos livros, mas se só me restasse a Bíblia não precisaria de nenhum outro...
Acreditar em Deus?! Não... Não só isso. Ele é meu Pai e o meu motivo de buscar alegria quando me somem as esperanças. Graças a Ele eu acordo todos os dias sabendo qual é o propósito da minha vida e só por causa d'Ele as coisas fazem sentido para mim.
Eu sou quem não retrocede, quem não vai ficar calada, quem não pode estar em todos os lugares do mundo que gostaria, mas que quer guardar o mundo em mim...

(Written by Karlinha - Todos os Direitos Reservados!)

Busco na vida tantas coisas...


Tenho pensado bastante sobre o que naturalmente julgamos ser muito importante para buscar na vida... Com esta reflexão motivada, dentre outras coisas, por uma música, tenho me questionado sobre o que de fato é digno do nosso esforço enquanto passamos por aqui. Tenho tido a sensação de que buscar títulos acadêmicos, um relacionamento perfeito, um bom emprego/estabilidade financeira e até desenvolvimento ministerial é muito relevante sim mas ainda sim, não me completa. Eu tenho a resposta para o único algo que se basta em mim... Tenho a resposta, tenho a convicção e tenho até me movimentado para fazer tudo novo de novo! No entanto, por quanto tempo "corri atrás do vento" é que é a questão. Não é tempo para lamentar o que passou porque, até onde me consta, o tempo não volta... E não é tempo de se inquietar com o futuro também, porque a cada dia basta o seu mal, mas pensar sobre onde coloquei meu coração nos últimos meses me faz não querer mais desviar o olhar e acertar sempre daqui por diante.

Qual é a música que me levou a pensar?

Vaidade


Busco na vida tantas coisas, que nem sei por que razão
Fortaleço minha vontade pra que tudo aconteça, do meu jeito

Corro enquanto acredito, persisto até chegar ao fim

Pra descobrir lá no final que eu corri atrás do vento


O que eu preciso, os homens não podem dar

O que eu preciso, a prata não vai comprar

O que eu preciso, o mundo não pode dar
O que eu preciso, é habitar contigo... Oh Deus!


Atraia-me, para perto de Ti

Esconda-me, oh Deus

Atraia-me, para perto de Ti
Esconda-me, oh Deus

Atraia-me, para perto de Ti
Esconda-me, oh Deus

Esconda-me, Senhor
Esconda-me...

Esconda-me, Senhor

Esconda-me do pecado
Esconda-me desse mundo

Esconda-me, Senhor.

(Heloísa Rosa)


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O nome do meu blog pessoal foi escolhido depois que li esta poesia de Vinícius de Moraes:


O VERBO NO INFINITO

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...


E com isso, inauguro meu blog! =D